6 de jan de 2010

Abertura do DESPACHO!


Na reta final de 2009, a abertura do DESPACHO foi mega despachuda e super astral! Casa cheia, muitas caipirinhas, muito branco, guias e alto-astral! Do Ateliê muita gente saiu pra esticar e comemorar o novo ano que estava logo ali... Até dia 27 de fevereiro o grupo DOC espera a sua visita ilustre!

17 de dez de 2009

Montagem do DESPACHO!


Hoje a montagem do DESPACHO foi super alto astral!

O grande destaque foi a super mega escada tabajara que usamos pra montar o trabalho do Arjan.


Esperamos você amanhã para despachar 2009 na Galeria do Ateliê! Traga pessoas amadas e boas vibrações para entramos em 2010 com muita arte, paz e harmonia!

16 de dez de 2009

Exuzinho n.1 de Elisa von Randow

Elisa pintou e bordou um Exuzinho pra exposição. Exu é o grande inspirador pro DOC nesta ação. Pra quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Elisa, que esteve este ano na Galeria do Ateliê com a individual super despachuda Nada está em seu lugar, é só entrar aqui, aqui e aqui!

13 de dez de 2009

Prometeu Acorrentado


Claudia Hersz está em plena confecção da obra Prometeu Acorrentado, para o DESPACHO!
Feito de alguidares, isqueiro, corrente, clips de metal, bulas e caixas de medicamentos, Prometeu está ajudando Claudia a despachar seu mais antigo amor e ódio na vida: o cigarro...

A roupa de Prometeu está sendo confeccionada com as caixas e bulas dos medicamentos niquitin, pondera, cloxazepam e lexotan, que estão auxiliando a artista a parar de fumar.

Detalhe: Claudia participou de todas as ações do DOC desde 2005! Ela é pé quente e não podia faltar no despacho de 2009!

12 de dez de 2009

O que vai acontecer neste quarto?



Esta imagem é um still do vídeo In the bedroom, feito em 2009 pela Antonia Dias Leite, uma novíssima aquisição para o DESPACHO. Videoartista talentosa, ela promove um mega despacho de uma relação neste lindo e elegante quarto de dormir. A moça é fêmea alfa!

9 de dez de 2009

Despacholândia

Passei uma semana no Nepal recentemente e não há país mais despachudo. Despachos everywhere.

No meu facebook, uma seleção de montagens com proposições para a exposição.
Vejam aqui!

E aqui vai uma prévia:

Contagem regressiva pro DESPACHO!

Em poucos dias inauguramos nosso DESPACHO. E os trabalhos de nossos hermanos da Latinoamerica já começam a chegar! Um dos convidados é o fotógrafo argentino Guillermo Srodek-Hart, que eu conheci por intermédio do Juan Batalla, artista que também participou da ArtBO 2008, na Colômbia. Batalla é do santo e apresentou pra mim e pro Portela o livro que tinha organizado com sua pesquisa sobre a presença da umbanda na Argentina e no Uruguai. As fotos do Guillermo estavam lá, com altares enormes que ele fotografou pelo interior do país. E uma das mais legais é esta que vai estar no DESPACHO e que intitula-se Altar a la Difunta Correa, de 2006.



Guillermo enviou a "historinha" da foto pra gente, que é muito legal:

La Difunta Correa es una santa popular argentina no reconocida por la Iglesia. Su historia se remonta a la guerra de 1840 entre Unitarios y Federales. Se dice que su marido fue reclutado a la fuerza por las tropas del Caudillo Facundo Quiroga. Al quedar desamparada y desprotegida, corria los riesgos de ser forzada a casarse con el sheriff del pueblo o ser abusada, violada o asesinada. Asi, decide tomar su destino por propia voluntad y huye con su bebe recien nacido por el disierto de San Juan. Cuenta la leyenda que fue encontrada por unos gauchos, su cuerpo sin vida, deshidratado, muerta por la sed, pero su hijito aún seguía vivo, milagrosamente, todavia amamantandose de su leche materna, prendido a su teta.
A partir de alli se convierte en una leyenda popular.

Las garrafas son dejadas llenas de agua, como ofrenda, pues ella murió de sed. Tambien hay muchos sitios web en su honor.

22 de nov de 2009

Metáfora do meu tempo



Hoje é meu aniversário. Estranho completar de anos, este. Como boa sagitariana, joguei a flecha apontada pra um objetivo há alguns anos atrás. O que eu perseguia chegou. E agora, um vazio me toma. O presente é o presente. Realmente vivo na carne o que sempre pressenti fazer parte da minha essência: há que se caminhar, o que caminho é o que interessa. Só que eu apontei a flecha, cheguei ao fim, finalizei um caminho que me tomou por 14 anos.

Agora preciso de tudo novo de novo. E coragem para o desapego necessário de tudo que construí nesta caminhada. Passei o ano despachando minhas entranhas, revirando tudo. Me preparando para este momento. Despacho foi a palavra de ordem este ano e o maha-despacho vai se concretizar no dia 18 de novembro, quando abrir a nossa exposição. Ponto final. Dia 20 embarco pra India, intermezzo pro meu recomeço.

19 de nov de 2009

Desobjetificar

Mauro, expurgar os excessos, e fazer disso um ato simbólico. bem despachex!

eu estou aqui com um milhão de idéias, e todas elas me apresentam empecilhos tecnológicos - os deuses não querem complicações no meu trabalho.

estive pensando em uma penca de pequenos players de vídeo, pendurados do teto, com cada vídeo mostrando um ato simbólico, ou flores, ou uma vela queimando, ou um pedaço de corpo. cada elemento do despacho em representacão virtual, para seguir a minha linha de trabalho com a questão digital etcetera. mas não deu certo - os players são caros, não funcionam bem, e na hora que descarregarem dá o maior trabalho pra ligar, carregar etcetera. um trampo.

depois pensei em um jardim zen (porque são ilhas de oferendas simbólicas de uma maneira muito mininalista como me explicou um designer japonês outro dia). Neles queria substituir as pedras simbólicas por vídeos, com um efeito meio david lynch. Cheguei a comprar os materiais, mas os vídeos novamente foram empecilho - as engenhocas não querem funcionar direito.

depois as fotos dos despachos que tirei o ano todo - mas não se sustentam como fotografias-obra, e sim como documentação. não é o meu intuito.

mas independente do que eu terminarei fazendo, esse processo todo de fazer despachos me fez abrir um diálogo comigo mesma, espiritualmente. um processo bom e positivo.

me falta objetificá-lo. ou será que basta ser pensamento para ser arte?

o que faz o despacho, no fundo, é acreditar na oferenda, acreditar que objetos possuam capacidade de se tornarem veículos de comunicação com outras dimensões.

a obra tá feita. está aqui, agora, neste momento.

10 de nov de 2009

Auto-objeto energizado referente ou .. despacho!


Sem palavras bonitas ou citações edificantes ok pessoal ... vamos em frente ==>
Desde do início de 2008, comecei a pensar em cenas do meu cotidiano, coisas simples, materiais que fazem parte do meu dia a dia, e em como eu poderia utilizar/manusear esses materiais de modo que apresentassem interesse pictórico suficiente, para que, do meu modo, se transformassem em arte.

Meu interesse era, portanto, criar a partir do que eu já tinha à disposição sem adquirir nada de fora. Minha idéia inicial foi entrar no meu quarto de despensa, que virou estoque de tudo que é bagulho que eu um dia achei que não deveria jogar fora, e a partir destes materiais, montar algo que tivesse uma coerência suficiente para que eu achasse que se transformaria em algum auto-objeto referente ( e não um objeto auto-referente).

Por quê ?
Essa é uma resposta difícil, mas acredito que existe uma energia nas nossas coisas, naquilo que convivemos e manipulamos em nosso dia a dia. Apresentar esses objetos recontextualizados no mundo seria doar algo energizado pela vida e ambiente de um artista. É algo ligado a envio e recebimento de energia. Pra mim, isso tem uma pulsação, como um despacho.

O primeiro despacho que fiz, foi uma fotografia. Quando recebi convite do Buraco para participar do Verdadeira Grandeza, resolvi juntar objetos do meu dia a dia. O resultado foi uma silhueta com meus objetos inseridos. Chamei esse trabalho de despacho.

Desde então, tenho pensado sobre isso. Infelizmente o tempo curto não tem dado chance até agora para colocar em prática esse projeto despachudo, apenas alguns rascunhos e escritos, mas eu tenho fé que vou conseguir alguma coisa até a expo.

Caso contrário, tenho na manga um projeto pronto, da série "os maleáveis" . mas, por enquanto não quero falar sobre essa possibilidade...